Na conferência de imprensa de lançamento do jogo com o Anorthosis, José Mourinho criticou os demasiado defensivos jornalistas italianos, lançou indirectas ao Milan, deixou um recado aos árbitros, mostrou-se disponível para perdoar a Adriano e saiu em defesa de Quaresma. Igual a si próprio, portanto.
“Quaresma? Não estava preocupado antes, quando jogou mal algumas partidas, e não me excito agora que jogou bem com a Reggina. Conheço-o de há muitos anos e dele espero sempre um pouco mais porque tem um potencial enorme.”
No pingue-pongue com a imprensa, o próximo a ser abordado foi Adriano. “Espero que Adriano ainda possa fazer qualquer coisa por nós na Champions. Desta vez não foi convocado mas ainda faltam dois jogos e eu penso que ele quer lá estar. E se ele quiser, lá estará”, disse Mou, preparando-se para perdoar.
Seguiram-se os treinadores rivais e os jornalistas: “Decidi não voltar a dar a formação antes dos jogos para não ser mal interpretado. Percebi que fazê-lo aqui dava ideia de que não respeitava o adversário.”
Mais: “Fui muito criticado por vocês porque em Reggio di Calabria, depois de chegarmos ao 2-0, não pus 10 defesas. A Itália não me mudará: preferi um esquema ofensivo e, no final, se ganhámos até foi porque procurámos sempre a vitória.”
Igualdade para todos
O tema das arbitragens começa a estar na ordem do dia em Itália. O Milan vai à frente e beneficiou de um penálti duvidoso com o Nápoles. “Não sou árbitro, nem quero. Os árbitros em Itália têm um grande líder [Pierluigi Collina], preparam-se bem, por isso, acho que estamos em boas mãos. O que me preocupa é que não sejamos todos iguais, joguemos de ‘rosso’, de ‘nero’ ou de branco…”
O rival de hoje
Regresso aos elogios para abordar o Anorthosis. “Sabemos que nos qualificamos se ganharmos. Mas sabemos também que a Champions é uma prova de risco, que o mínimo erro nos complica a vida e que eles em casa já bateram adversários fortes.
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